POESIAS


03/10/2006


 

Precisava rabiscar algo

Que não fosse pra você

E mais ninguém.

Que sirva simplesmente

Pra retratar o que vivo agora.

Viro mais uma página do livro da minha vida

Páginas espessas, ásperas, enrugadas

Lá se vão sonhos, alegrias, tristezas...

Tenho à frente um novo capítulo

Cujas escritas se embaralham diante de meus olhos turvos

Tento sentir a textura

Apalpar o tempo

sentimento sombrio, só meu...

O que há por vir?

Nesse meditar, não ouso escutar

Sinto, enfim, algo rolar

Que banha meu rosto e salga minha boca

Um gemido sufocado no peito

Profunda e inexplicável dor

Que não é pelo sofrer

Mas pelo temor que eu hei de ter

Pelo vazio, pelo medo, pelo tédio...

Páginas negras e mudas

Que atormentam, aterrorizam

Um querer e não ter

Um ir sem chegar

Um adeus e não mais olá!

Categoria: POESIAS
Escrito por Telma Freitas às 14h48
[ ] [ envie esta mensagem ]

Cantar

Canta pra mim agora

Vai que tá na hora

Expõe teus versos

Brinca, rima, inventa

Me abraça, levanta ou senta

Olha em meus olhos,

Vê quanta alegria!

Olha no fundo

No brilho, no riso

Ou até no meu andar.

Canta pra mim agora

Desafina, me alucina

Expõe teus versos

Pula, roda, sapateia

Olha nos meus olhos,

Vê quanta alegria!

Olha aqui dentro

No peito, meu jeito

Até na disritmia.

Canta pra mim agora

Num tom grave, agudo, mudo

Expõe teus versos

Me embala, me nina.

Não, não diga nada

Me pegue nos braços

Deixa que eu adormeça

Ouça o eco do amor

Me alucinar dos pés à cabeça.

Categoria: POESIAS
Escrito por Telma Freitas às 14h38
[ ] [ envie esta mensagem ]

02/10/2006


Esperança!!!

Ao longe, bem distante, por detrás de uma colina

Quilômetros do infinito, que se perde de vista

Em um lugar qualquer nesse horizonte

Indeterminado pelo guia da vida

Estará o meu sonho.

Já trilhei muitos caminhos

Rompi barreiras, tropecei, fui ao chão

Mas ainda tenho forçar

Pra perceguir e encontrar mais que momentos...

Avisto por entre o vento forte

A chuva que se torna temporal

Algo indescritível, do bem

Leveza que acalanta o peito.

É ela, certamente é ela.

O que costumamos denominar

E não compreendemos sua plenitude

Eu ouvi falar desde criança

E agora, diante dela, fortaleço o meu viver.

Muito prazer, que bom te conhecer

Minha eterna companheira, esperança.

 

Categoria: POESIAS
Escrito por Telma Freitas às 14h52
[ ] [ envie esta mensagem ]

Fruto do Amor

Sabor amargo, dor que dilacera

Que atormenta e que não se regenera.

Tríade constante: amar, se entregar e decepcionar...

Sentimento que se castra pelo sofrimento

Por um concretizar de uma certeza.

No fruto de um profundo amor

Tão intenso e que se achava verdadeiro

O gosto insipiente, um certo desabor,

Por seu interior podre e fétido

Revelado pela casca que se rompe

Que expõe sua imagem nojenta e indesejável.

Nenhuma das partículas se aproveita

Não há o que fazer

A não ser lançar ao vento

E aguardar que o tempo

Se encarregue de desfragmentar

E deilá-lo se acabar por si mesmo.

Categoria: POESIAS
Escrito por Telma Freitas às 14h47
[ ] [ envie esta mensagem ]

27/09/2006


Quizera eu dominar as palavras

Organizá-las de modo a expressar

Tudo o que não pudes te falar

Quizera eu ser a poetisa

Compondo rimas

Que exprimam a angústia

Por não ter você agora

Quizera eu poder compor uma linda declaração

Pra que tu leias, meu amor

E compreendas que a fuga optada

Não foi por não querer ser amada,

Mas por uma atitude sensata

Que me fez desvencilhar-me dos teus braços

E entregar-me na solidão do meu quarto

Tentando, inutilmente, ao menos

Escrever-te este pequeno poema.

Escrito por Telma Freitas às 08h00
[ ] [ envie esta mensagem ]

26/09/2006


É DIFÍCIL

Anônimo, desconhecido, distante...

Sem um rosto pra eu sonhar

Mas, com palavras me fez sentir

O quão valioso podia se tornar.

Na imensidão desse mundo,

Trilhas me conduziram a você.

Amigo onipresente, deveras inconsequente.

É difícil estar longe de ti.

É difícil permanecer sem tuas doces palavras.

É difícil privar-me do teu abraço

E do teu doce e suabe beijo.

Do toque sereno e adolescente de tuas mãos,

Do querer e não querer de você.

Na dureza e firmeza de minhas palavras,

Da terrível decisão de não querer-te.

Uma ponte afiada no peito,

Destroços amontoados aqui dentro

Queimando, ardendo, sufocando...

Um misto de fél e ácido

Ávidos por corroer o que estava pra nascer

Ímpeto do medo, razão do meu viver

Que teima, que ordena e sentencia o meu ser

Não tenho mais meu menino, meu poeta

É difícil não ter a melodia de tua voz

Ecoando e estremecendo meu corpo

É dificil ficar sem teus braços

Me protegendo e me acariciando aos poucos

É difícil me abster de você

AMIGO, AMANTE, ETERNO BEM-QUERER...

Categoria: POESIAS
Escrito por Telma Freitas às 16h59
[ ] [ envie esta mensagem ]

22/05/2006


SER ESPECIAL

Como a folha seca que despenca de um galho

Como uma flor que desabrocha e exala seu perfume

Como as estrelas que brilham à luz do luar

Como a água da chuva que se mistura no oceano e no mar

Como o vento que sopra tantas faces ao mesmo tempo

Como tudo que há de belo e divino

Fruto da força mais sublime do Criador

Estás a tua pessoa

Ser especial

alegre, cativa, prestativa e companheira.

Categoria: POESIAS
Escrito por Telma Freitas às 11h10
[ ] [ envie esta mensagem ]

27/03/2006


EM UM MINUTO

Uma vida...

Sem limites,

Total entrega.

O tempo, nada diz

Define apenas sentimentos

Entregas, complementos...

Querer-te, desejar-te

Ser tua...

Em segundos, minutos

A qualquer hora

Nessa e em qualquer vida...

Para sempre... em um minuto.

Categoria: POESIAS
Escrito por Telma Freitas às 08h03
[ ] [ envie esta mensagem ]

REENCONTRO

 Passados anos,

Vivências mil.

Entre pessoas e lugares

Aventuras, sexos, amores...

Buscas e desencontros...

Buscas e reencontro...

Turbilhão de emoções,

Infinitas sensações.

Irresistível desejo!

De provar do beijo.

De entregar com fervor

Ao mais verdadeiro amor.

Imã do desejo!

Braços da felicidade,

Do amor eterno

Renascido sem liberdade.

Escrito por Telma Freitas às 07h55
[ ] [ envie esta mensagem ]

09/01/2006


SUPERAÇÃO

 Mais uma vez encontro-me absorta

Algemada em lembranças.

Sentimentos que se mesclam

E me angustiam

De profunda dor e pesar.

É preciso acautelar meu coração

E impedir que se despedace.

Entregar-se, jamais!

Todo o pranto e desilusão

Serão banidos

E o espaço será retomado.

Triunfante me reerguerei

E, de pé, olharei para trás

E, por pouco, ainda será notado

Algo tão ínfimo

Mas que me fazem lembrar

Os gestos de alguém.

Categoria: POESIAS
Escrito por Telma Freitas às 14h47
[ ] [ envie esta mensagem ]

07/01/2006


DESILUSÃO

Em que ou que te tornastes?

Metamorfosicamente te transformastes

De uma leve brisa, furacão

De uma garoa, tempestade

De ternura, agressão

Assim destruiu meu coração

Não pensastes, esquecestes

Não te importastes, agredistes

De suave carinho, um empurrão

Do que um dia foi amor

Agora, somente desilusão.

Categoria: POESIAS
Escrito por Telma Freitas às 19h23
[ ] [ envie esta mensagem ]

FELICIDADE

Procurei-te por entre todos,

Os que estavam ou não ao redor.

Busquei-te por entre muitos,

E dentre eles te encontrei.

Entreguei-me em mais uma tentativa

De viver e ser feliz.

Felicidade! Busca incessante

Em que, a todo o instante,

Reconstroe-se em nós dois

Num elo de nossas mãos

No enroscar no teu corpo

No toque de um beijo

No afago em meus cabelos

Nas carícias em meu corpo

No entregar de nossos corpos

Entre um e outro

Em nós dois

No nosso amor.

Categoria: POESIAS
Escrito por Telma Freitas às 19h20
[ ] [ envie esta mensagem ]

06/01/2006


MOMENTOS

Minha porta aberta.

Palavras libertas.

Estado de espírito

Em que minh'alma desperta.

Acordo do sono profundo.

É nesse estado

De dor e melancolia,

Que brotam a necessidade

em escrever.

Em dilacerar o sofrimento

em múltiplas palavras.

Palavras mil, vil...

Ecos do meu pesar e

do meu sofrimento.

Não se esgotam aqui

Mas se eternizam e

amenizam esse maldito sofrimento


 

Categoria: POESIAS
Escrito por Telma Freitas às 11h59
[ ] [ envie esta mensagem ]

01/12/2005


 

CAMINHADA

Vai, menino! Segue caminho


Rompe barreira, sacode a poeira.


Ergue a cabeça e segue viagem


Conquista cada passagem.


Valoriza, não pisa! Não precisa.


Não precisa inimizade, corrupção


Não precisa, NÃO!


Segue, menino! Acha o caminho


Do sucesso, da realização


Não deixa que seja em vão


O caminho percorrido até então.


Escrito por Telma Freitas às 14h44
[ ] [ envie esta mensagem ]

DESPERTA

Desperta cidadão!


Não vê que esse homem não olha pro chão?


Desperta cidadão!


Não vê que essa gente não sente, só mente?


Desperta! E vê que o que passa na TV


É bem diferente de tudo o que tu sentes.


Desperta e acredita, não duvida,


Que toda a tua vida foi iludida.


Desperta! Luta! Muda!


Estuda! Batalha! Muda, então.


Desperta e muda,


Aproveita a eleição,


Não deixa tudo ser em vão.


Muda e desperta essa nação.

Escrito por Telma Freitas às 14h41
[ ] [ envie esta mensagem ]
Busca na Web:

Perfil



Meu perfil
BRASIL, AMAPA, MACAPA, UNIVERSIDADE, Mulher, de 26 a 35 anos, Livros, Música
Outro -